Antes de me tornar consultora de imagem, eu liderava o setor de atendimento ao cliente de uma start up de tecnologia em que o dress code era super informal. Informal meeesmo! Do tipo que dá pra ir trabalhar de short e chinelo, sabe?

Quando ingressei nessa empresa, isso foi um choque, já que sou advogada por formação e estava acostumada a trabalhar com roupas sociais. Mas gostei dessa liberdade e, quando vi, já estava indo trabalhar de chinelo.

Conforme o tempo foi passando, percebi que me sentia mais confiante e competente para resolver as demandas dos clientes quando ia mais arrumada pro trabalho.

Cheguei a comentar isso com meu marido na época, mas ele não acreditou muito e acabei deixando pra lá.

Eis que, quando me tornei consultora e comecei a estudar a fundo sobre imagem pessoal, descobri que existe uma coisa chamada cognição indumentária que traz embasamento científico àquilo que eu sentia.

O QUE É COGNIÇÃO INDUMENTÁRIA?

Trata-se da influência das roupas nos processos cognitivos, impactando não só na forma como somos percebidos pelos outros, mas principalmente na forma como nos comportamos e nos sentimos sobre nós mesmos.

Esse fenômeno acontece quando unimos o significado simbólico de uma roupa, acessório ou qualquer outro objeto à experiência de usá-los. Ou seja, quando vestimos roupas que associamos com determinadas características, tendemos a incorporá-las em nosso comportamento.

Eu mesma já vivi vários exemplos disso e, escrevendo este artigo, me lembro do quanto me sentia importante e inteligente ao carregar uma pilha pesada de processos para estudar e fazer uma minuta de decisão. É mágico!

O ESTUDO

Já existem alguns estudos sobre esse fenômeno, mas o mais conhecido foi realizado na Kellogg School of Management da Northwestern University, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores submeteram três grupos de pessoas a alguns testes de atenção. Os participantes foram divididos da seguinte forma:

  • Grupo 01 – vestiram jalecos que acreditavam ser de médicos importantes;
  • Grupo 02 – vestiram jalecos que acreditavam pertencer a pintores;
  • Grupo 03 – foram condicionados à visão do jaleco de médico, mas não o vestiram.

Ao final dos testes, o grupo que vestiu o jaleco de médico apresentou um nível de atenção drasticamente maior do que os demais, pois assumiram as características associadas aos médicos (atenção, cuidado, inteligência etc).

A conclusão de Adam D. Galinsky, professor que liderou o estudo, é de que pensamos não apenas com o cérebro, mas com o corpo.

Isso, inclusive, me lembra de outro estudo que constatou que algumas posturas (como a de um super herói, por exemplo) são capazes de alterar nossos níveis de testosterona e cortisol, produzindo uma emoção de confiança.

Quem assiste Grey’s Anatomy já deve ter visto a cena de uma das médicas fazendo a pose antes de uma cirurgia importante buscando autoconfiança:

 

 

EXEMPLOS DA VIDA REAL

O fato é que, na maioria das vezes, escolhemos nossas roupas e acessórios conforme o que queremos sentir ao usá-los, ainda que inconscientemente.

Vai dizer que você nunca quis usar óculos para parecer mais inteligente? Barba para parecer mais velho? Quem sabe escolheu usar um salto alto, decote ou batom vermelho para conquistar alguém em uma festa ou depois de terminar o namoro?

Em uma entrevista de emprego, procuramos usar roupas mais sóbrias e queremos ser percebidos como pessoas competentes. A noiva escolhe a dedo o seu vestido para o grande dia, pois ela tem que estar poderosa! E por aí vai…

VISTA-SE BEM TODOS OS DIAS

Alguns clientes já me relataram que, nos dias em que acordam tristes ou desanimados, não se preocupam com sua aparência e saem de casa, muitas vezes, com um visual desleixado. É aí que está o erro!

Como vimos, nossas roupas têm o poder de mudar nosso sentimento e comportamento em relação a nós mesmos. Então, se a gente já está triste e usa uma roupa desleixada, a tendência é a gente se sentir pior. Mas se tivermos atenção com a nossa imagem, temos grandes chances de fazer aquele dia melhor.

Quando falo em dar atenção à nossa imagem, não significa que precisamos viver de roupa social; tudo depende do contexto e de como você quer se sentir.

Além disso, o fato de mantermos uma imagem positiva e consistente aumenta nossas chances de sucesso, já que nossas roupas também causam impacto significativo no modo como as outras pessoas nos percebem e reagem a nós.

COMO A CONSULTORIA DE IMAGEM PODE AJUDAR?

A consultoria de imagem te ajuda a usar todo esse poder das roupas da forma que melhor se adeque à sua realidade, seus valores, estilo de vida, objetivos e necessidades, adequando sua imagem exterior àquilo que está na sua essência.

É um trabalho extremamente focado em autoconhecimento que resulta em autoestima, confiança, praticidade e economia (de tempo e dinheiro mal gasto com roupas que vão ficar paradas no seu armário).

Vem conhecer um pouco mais sobre esse serviço!

 

Rafa Mancini
Consultora de estilo e imagem pessoal.
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